IGP-M sobe 0,27% em janeiro; inflação do aluguel desacelera

O indicador econômico afeta o valor do aluguel, conta de luz e outras tarifas do cotidiano

Artigo escrito por Lívia Monteiro
em 30 de Janeiro de 2025 2 min de leitura

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,27% em janeiro, após um avanço de 0,94% em dezembro. O acumulado dos últimos 12 meses é de 6,75%.

Em comparação com 2024, o IGP-M havia registrado alta de 0,07% no mês, porém ainda registrava queda acumulada de 3,32% em 12 meses, pelos resultados negativos do ano de 2023.

A próxima divulgação do índice está prevista para 27 de fevereiro e deve indicar se as medidas adotadas pelo governo para conter a inflação estão surtindo o efeito esperado no mercado.

O que é o IGP-M?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é um indicador econômico calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que monitorara o movimento dos preços de diversos produtos e serviços e serve como um dos termômetro de inflação no Brasil.

O índice também é conhecido como a “inflação do aluguel”, por ser utilizado para o reajuste de boa parte dos contratos de locação, além de outros tipos de mensalidades, como de energia elétrica, seguros, planos de saúde, escolas, entre outros.

Como é calculado o IGP-M?

O cálculo do IGP-M é projetado ser um índice “geral” de preços, cobrindo todo o processo produtivo. Seu período de coleta acontece entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência do índice.

Para chegar ao seu resultado mensal, o IGP-M leva em conta as versões “M” (Mercado) dos índices IPA, IPC e INCC, sendo que para cada é atribuído um peso específico no cálculo, em uma média aritmética ponderada, nas seguintes proporções:

  • IPA-M: Peso de 60%
  • IPC-M: Peso de 30%
  • INCC-M: Peso de 10%

Assim, a composição do IGP-M, por convenção, busca representar a parcelas da despesa interna bruta, calculadas com base nas Contas Nacionais pelos pesos de cada índice componente.

Para que serve o IGP-M?

O IGP-M, é um dos indicadores econômicos mais tradicionais do país e é usado como referência para correções de preços e valores contratuais, com destaque para o da maioria dos contratos de aluguel.

Seus resultados são importantes, pois servem como indicadores da inflação. Além disso, o índice também é usado para o reajuste de mensalidades de diversos tipos de seguros, de escolas, de academias e de tarifas de energia elétrica.


Escrito por Lívia Monteiro Redatora Web

Lívia é formada em Direito pela Universidade Federal do Ceará e, atualmente, estuda Marketing Digital na Universidade Estácio de Sá. Descobriu no Marketing uma paixão pela comunicação, onde exerce seu trabalho produzindo conteúdo sobre finanças pessoais, produtos e serviços financeiros utilizando as técnicas de SEO.

  • Estrategista de Marketing em formação;
  • Advogada.

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